segunda-feira, 14 de abril de 2014

O poder do #Instagram para as empresas

Pensa-se nas redes sociais como algo novo, moderno, oriundo da evolução tecnológica e da nova forma de relacionamento interpessoal. Mas a história e a antropologia nos mostram que o ser humano cria redes sociais desde o início de sua existência. Povos, tribos, famílias e grupos têm sido definidos e caracterizados por semelhanças e afinidades de comportamentos, usos, costumes, línguas e linguagens.

E a forma mais primitiva de se registrar eventos, fatos e histórias, encontram-se impressos em paredes, cavernas e blocos de pedras, onde a comunicação e tentativa de perpetuação da vida contada se dava por desenhos e pinturas, antes mesmo da existência da escrita em forma gráfica.

A evolução humana vem, ao longo do tempo, delimitando e determinando a forma como os grupos se relacionam e se comunicam. Assim, também, a evolução tecnológica estabelece novos paradigmas de relacionamento na medida em que o comportamento humano compreende que a informatização e a globalização da informação passa a se concentrar em um meio comum: a internet.

Por isso, afirmo: rede social não é novidade; rede social não é modismo; rede social é comportamento. Novidades são as plataformas digitais que têm sido criadas para suprir essa demanda exigida pela velocidade da informação e pela característica das gerações que se seguem. E das duas características fundamentais que destacamos na história da existência do ser humano (relacionamento e comunicação visual), hoje, no auge da presença das plataformas de redes sociais, nenhuma supre tão bem, de forma simples e direta, quanto o Instagram.

O Instagram é um aplicativo para dispositivos móveis, criado em 2010, que permite ao usuário tirar fotos, aplicar filtros, e compartilhá-las em redes sociais. Em 2012, a então maior plataforma de rede social do mundo, o Facebook, compra o aplicativo e incorpora novos recursos, entre eles, gravação de vídeos curtos.

O Facebook, apesar de ter sido criado para fins universitários, tão logo tenha se popularizado, sempre demonstrou seu potencial comercial, através do qual as empresas poderiam fazer-se presentes e relacionar-se com seus clientes. A partir do momento em que o Instagram é adquirido pela empresa de Mark Zuckerberg, essa mesma força voltada aos negócios começa a ser impressa no aplicativo de fotos.

As empresas, hoje, com o uso do Instagram, conseguem oferecer recursos para algumas das necessidades mais antigas das pessoas, conforme abordamos brevemente. Sem a necessidade da escrita, a imagem transmite de forma rápida e eficaz uma comunicação que desde o nosso nascimento somos acostumados a registrar em nossa memória. E com ela, as empresas que conseguem compreender a força e o poder de uma imagem, capazes de imprimir os valores de seus negócios, não de forma precificada, mas de vida.

A Revista Exame destaca, em uma de suas matérias, algumas marcas que usam a criatividade no Instagram para gerar experiências emocionais em seus usuários. A Red Bull é um dos ícones de empresas que conseguem explorar atividades que vão muito além da mera venda de um energético, mas que representa um estilo de vida, onde as experiências em esportes radicais, o patrocínio a atletas e os eventos de que participa estão documentados em cada foto multicolorida.

Outra marca referência no Instagram é a Starbucks, que além de mostrar imagens do interior de suas lojas ao redor do mundo, explica em fotos como os novos sabores de suas bebidas são escolhidos e testados. Em um exemplo claro da conexão emocional que construiu com clientes, a rede de cafeterias publica fotos das pessoas entre uma xícara personalizada e outra.

Como estas, tantas outras marcas têm aprendido a buscar uma nova forma de "vender" seus produtos e serviços, não através de etiqueta de preços, mas de relacionamento, o fundamento das redes sociais. Philip Kotler, professor universitário de Marketing de renome internacional, destaca que as empresas não devem utilizar as redes sociais para venderem seus produtos, mas para fazer relações, tamanha a influência de compra que esta aproximação com o cliente pode gerar.

E investir no Instagram como ferramenta de negócios de uma empresa, não seria tão expressivo se não fossem os números que mostram o poder de seu alcance. Então, vejamos:

- mais de 150 milhões de usuários;
- destes, mais de 90% tem menos de 35 anos;
- a maioria é mulher;
- 7,3 milhões de usuários ativos diariamente;
- as fotos totalizam 1,2 bilhões de 'likes' por dia;
- a plataforma registra cerca de 8.500 'likes' por segundo;
- são compartilhadas mais de 5 milhões de fotos diariamente.

Estas e outras informações nos conferem um público altamente ativo na plataforma, o que faz com que 65% das marcas mais valiosas do mundo façam postagens ativamente, ao menos uma vez por semana, segundo pesquisa realizada pela Mashable.

Investir em plataformas como o Instagram requer que a empresa esteja preparada para uma nova forma de gerir negócios, pois juntamente com o relacionamento, vem a gestão de crises. Marcas que desejam ser apreciadas pelos usuários e tornar-se referência no mercado devem saber planejar suas ações de forma a oferecer aos seus clientes não apenas um produto ou serviço, mas emoção e experiência de vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário